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Maria se pronuncia sobre o surto de Natália no BBB22

A sister postou em seu twitter se solidarizando com Natália e seu surto na noite de hoje

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A sister Natália agiu muito na emoção nesta madrugada de quarta feira (17), durante a festa do líder da semana, Lucas. Como já é sabido, a sister se exaltou demais ao ponto de esmurrar as portas da casa,o fogão, o armário e até mesmo as cadeiras da cozinha.

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Alguns artistas se solidarizaram com o caso de Natália, por não ser a primeira vez que a sister surta, e uma dessas pessoas foi Maria, que foi expulsa do BBB22 após agredir Natália com um balde no jogo da discórdia:

”As pessoas me perguntam tanto como é ver o jogo de fora da casa, mas eu gostaria de dizer como é estar dentro do reality mais vigiado do país: é um mundo paralelo. na sua bagagem, você só carrega o que conhece. um jogo que vale muita coisa, mas pra cada um, tem um preço, e por mais que todos zerem ali dentro, os pontos de partida são questões individuais.

Alguns nascem em “berços de ouro”, outros conseguem construir os próprios “castelos” ao longo dos anos, até chegar ali. porém, têm os que se quer alcançaram a pá e areia. traduzindo: são grandes diferenças de classe social, raça e gênero disputando e morando juntos, num mundo de sobrevivência, onde só existe a gente! sem previsão de hora, de tempo, do dia e do amanhã, não conseguimos nos manter sãos assistindo as noticias, redes sociais, as ruas, a inflação… imagina sobreviver num mundo sem noticias de quem vocês amam? você, literalmente, só tem aquelas pessoas, mas elas DISPUTAM com você em tudo.

Vale dinheiro, vale um prêmio, vale provas, vale uma oportunidade… vale o fim de uma carreira? ou a chance de recomeçá-la? é um risco que só se comete uma vez, e não é para todos. um jogo de humanidade: sobre ver os outros como espelhos e reagir de acordo com o que se autoconhece e se sabe desse bicho que é o ser humano.

Mulheres pretas são individuais, têm vivências individuais. temos erros também. e traumas. e sabotagens. gatilhos, vivências… e equívocos. somos um coletivo enquanto luta ou enquanto raça, mas existem divergências. todas as pessoas pretas dessa casa têm vivências diferentes – e num geral, todos dessa casa, porém, só olham e julgam um grupo como “coletivo” – por isso, normal que nem sempre hajam concordâncias.

Em um mundo ideal, todos nos apoiaríamos e nos defenderíamos, mas na vida real, nem todos têm acesso, muito menos bem resolvidos, também nunca vi alguém que tivesse todos os amores e inimigos da mesma cor, classe e gênero. é utópico! olhem com amor essas mulheres: elas são maiores do que os números das suas redes sociais levantando uma piada em cima das dores delas; olhem com carinho essas mulheres, pois ponto de partida delas, muitas vezes, é a solidão.

Esse lugar nos atravessa de forma muito mais potente do que a vida real, já que a opção de ir embora é julgamento do Brasil ou um botão de desistência para abrir mão do sonho: ambos exigem coragem. eu amo o entretenimento e ter feito parte de um, mas, por favor, ao menos por alguns minutos do dia… se coloquem lá dentro e reflitam.

 

Redação

Paulista, 27 anos, formada em jornalismo. Cubro todos os assuntos sobre Reality Shows, noticias de famosos, fofocas e assuntos relevantes para o leitor. Email: [email protected]