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BBB22: Equipe de Linn da Quebrada fala sobre polêmica com Douglas

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Os administradores do perfil oficial da cantora reafirmaram que a sister é uma mulher de candomblé

Nesta segunda feira (28), acabou rolando um vídeo de Douglas Silva, onde foi decretado pelos internautas que ele praticou a intolerância religiosa com Linn da Quebrada. Depois de fazer a sugestão de que a artista fez uma ”mandinga” no fio de trança que ela deu de presente para o surfista Pedro Scooby. De acordo com Douglas Silva, esse seria o motivo pelo qual Scooby está com insônia. A equipe da Lina se pronunciou e falou um pouco sobre a religião incrível que Lina segue.

Tudo começou quando Pedro Scooby disse que Linn da Quebrada o presenteou com um pedaço de sua trança, e Douglas Silva acabou por insinuar que esse era o motivo pelo qual o surfista não está dormindo: “Tá assim ó: ‘Que foi?’. Tipo: ‘Aí pá, achei o problema aqui”. O ator e cantor Arthur Aguiar não conseguiu entender o que o ator estava querendo dizer, porém, Scooby percebeu e afirmou “Então você não entendeu o que ele quis dizer com isso”. Douglas disse para deixar quieto e Arthur disse que realmente não tinha entendido.

“As mandingas vem filho, tá brincando e dormindo. Ainda mais você, tu é ligado. Passa óleos essenciais e o cara: ‘Pô, não sei o que tá acontecendo’. Toda hora passando óleos essenciais, mas aí pega o bagulho aí… Pô, vai acabar com o óleo e não vai resolver o problema”, disse Douglas Silva sobre a religião de Linn da Quebrada.

A equipe de Lina se pronunciou em seu perfil no Instagram explicando a religião da sister e falando sobre seu laço com o candomblé:

”Eu respeito o seu amém, você respeita o meu axé?

Lina é uma mulher de candomblé.
Lina é uma mulher de fé, Lina é uma mulher de asè, Lina é uma mulher de candomblé

Durante o programa de hoje, um dos participantes insinuou que a Lina teria dado um fio da sua trança para um outro participante e que por isso ele não estaria dormindo, porque seria uma “mandinga”.

O BBB é também um programa que nos permite discutir questões do nosso cotidiano, mas nem sempre da maneira que gostaríamos. Afinal, “mandinga”, sendo colocada em um tom pejorativo, diz muito sobre a falta de informação de quem fala e sobre como preconceitos e estereótipos são reproduzidos. As tranças têm um significado precioso para Lina e para o povo negro.

Por isso, aproveitamos para indicar o texto “UM POUCO DE HISTÓRIA: MANDINGA”, de Daniela Yabata, que ajuda a desmistificar essa compreensão equivocada sobre o que é “mandinga”.

Antes de entrar no programa, Lina destacou que só iria se estivesse de tranças. Se ela deu um fio de sua trança para um dos participantes, existe um significado afetivo nisso.

No nosso país, “mandinga” é, muitas vezes, interpretada como parte dos rituais tradicionais de matriz africana, como algo ruim ou negativo. O uso inadequado do termo pode ser compreendido como racismo religioso, visto que somos pedagogizados na intolerância religiosa.

Ser uma mulher de axé é sobre ter coragem, como nos ensina Iansã e nos mostra Iemanjá com toda a sua intelectualidade. O que nos conforta é saber que dentro e fora da casa Lina é cuidada e querida pelo sagrado, pelos Orixás. Como sabemos, a liberdade de crença é um direito.”