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BBB22: Equipe de Jessi emite nota de repúdio após Eliezer assediar a sister

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Nesta quinta feira de madrugada, a sister Jessilane foi assediada pelo brother Eliezer na piscina da casa mais vigiada do Brasil, onde Eli encurralou a professora e não deixava ela sair, isso foi feito em tom de brincadeira, porém é um assunto sério a ser discutido. Os internautas pediram repeito para Jessilane e subiram Hashtag no twitter em apóio à professora.

Diante dos acontecimentos presentes, a equipe de Jessilane emitiu uma nota de repúdio em seu perfil no Instagram, confira: ”Nota de repúdio em relação aos acontecimentos da noite de ontem, envolvendo Jessi e o participante Eliezer, no Big Brother Brasil. Não é não, em qualquer situação, e nosso direito de negar não deve ser contestado ou relativizado!”, dizia a legenda.

”Não é não! Até quando o ‘não’ vai ser relativizado? Todos sabemos que brincadeiras existem entre homens e mulheres, porém, no momento em que um dos dois pede para parar, o que passar dali não faz mais parte de uma brincadeira. O que aconteceu na noite de ontem foi, visivelmente, uma invasão do espaço e da privacidade da Jessi, que se mostrou incomodada e que incomodou muitos de nós, que sabemos quantas oriblemáticas se escondem por trás de ”brincadeiras”. 

No caso da mulher, inserida em uma sociedade permeada pelo machismo, o NÃO sempre é relativizado. ”Ah, mas era só uma brincadeira”, ”ah, mas ela só não queria por X coisa”, ”Ah, mas ela tá rindo”. Não interessa o porquê ela não quis. O que está em questão, é exatamente o que ela NÃO quis e, nas imagens, vemos uma mulher desconfortável, tentando sair de uma situação para ela constrangedora de alguma forma. Inclusive, uma atenção foi dada pela produção para que o participante parasse. 

Ressaltamos também que existem muitas formas de assédio que não são consideradas como tal justamente pelo fato de a sociedade se colocar em favor dos homens. Por isso mesmo, para mulheres, torna-se mais difícil e constrangedor ainda dizer ”não”. Mas, ainda assim, Jessi o fez. Independentemente da motivação, o fato é que houve incômodo. E, se houvesse incômodo, houve invasão do seu espaço. Por ela e pelas mulheres que diversas vezes se encontram em situações que não deveriam estar, tentam sair delas e ainda assim são taxadas de ”coniventes” ou ”exageradas” demais, reiteramos: NÃO é NÃO, em qualquer situação – e nosso direito de negar não debe ser constestado ou relatividado.”