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Saúde

Você sabe o que acontece se bebêssemos cerveja todos os dias? Você vai ficar de boca aberta com o que pode acontecer

Não se enganem acreditando que apenas o consumo exagerado de bebidas alcoólicas mais fortes, causam problemas à saúde

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Não se enganem acreditando que apenas o consumo exagerado de bebidas alcoólicas mais fortes, causam problemas à saúde. Porém, isso pode ocorrer até mesmo com bebidas com teor alcoólico baixo, como a cerveja, ser consumida em excesso, também pode fazer muito mal.

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”Não existe uma quantidade comprovadamente segura para o consumo de álcool, só um limite indicado para reduzir o risco de doenças em quem escolhe fazer uso desses produtos”, explica a médica Carolina Hanna, psiquiatra do núcleo de álcool e drogas do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

“Beber todo dia não é para o ser humano. O etanol é tóxico para o organismo e o uso frequente pode trazer problemas recorrentes, que vão além do alcoolismo”, explicação de outra profissional da saúde Ana Cecília Roseli Marques, psiquiatra e membro do conselho consultivo da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas.

No estudo publicado pela revista científica The Lancet, em agosto de 2018, mostrou que não existe nível seguro para consumir bebidas alcoólicas. Segundo os cientistas, afirmaram que beber de forma moderada pode proteger contra doenças cardíacas, porém pode aumentar o risco de desenvolver câncer e outros problemas de saúde, que no qual sobrepõem os benefícios.

Consequências do consumo de bebidas alcoólicas diariamente

  • Obesidade : dados apontam através da Investigação Prospectiva Europeia sobre Câncer e Nutrição (EPIC), que o consumo de álcool diariamente impulsiona o acúmulo de gordura corporal e o crescimento da circunferência da cintura. Isso acontece pelo fato da bebida alcoólica ser pobre em nutrientes e alto teor calórico.
  • Depressão : apesar da sensação de alegria inicial durante o uso, o álcool é uma substância depressora do sistema nervoso central. O consumo exagerado prejudica diretamente o humor, fazendo com que haja uma redução de celular no cérebro, ocasionando quadros depressivos.
    “Além da toxicidade direta da bebida, a pessoa pode desenvolver depressão por ter constantes arrependimentos do que fez sob os efeitos do álcool”, explica Paulo Camiz, clínico geral e professor da Universidade de São Paulo (USP).
  • Perda de memória : quando afeta o sistema nervoso central, não é apenas o humor que altera.
    “O álcool tem efeito deletério na arquitetura cerebral, causando danos em estruturas importantes ligadas à memória”, avisa a médica de psiquiatria Alessandra Diehl, vice-presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead).
    De acordo com um estudo francês publicado no The Lancet analisou 1 milhão de pessoas e identificou que entre os 57 mil casos de demência inicial precoce, em média de 60% eram correlacionados com o consumo exagerado de álcool. A médica ainda conclui através de uma alerta : “A ingestão demasiada da substância causa deficiência de algumas vitaminas, como a B1 (tiamina), e isso pode contribuir para o risco de demência alcoólica, um quadro grave e irreversível”.
  • Esteatose Hepática ( gordura no fígado) e cirrose :  a função do fígado é de metabolizar os nutrientes dos quais comemos e bebemos. Quando ingerimos álcool, faz com que haja uma grande sobrecarrega no órgão, fazendo com o que tenha alteração no metabolismo dos triglicerídeos, fazendo com que o acúmulo de gordura no fígado cresça.
    Em torno de 40% das pessoas diagnosticadas com gordura no fígado, desenvolvem cirrose, inflamação crônica irreversível do órgão, que no qual altera sua capacidade de funcionar corretamente.
  • Pancreatite (inflamação no pâncreas): “Em geral, ocorre com o passar de cinco a dez anos de consumo pesado e regular. A taxa de mortalidade de pacientes com pancreatite alcoólica é cerca de 36% mais elevada do que para a população geral”, afirma a médica Alesandra Diehl.
    Por conta da doença, o pâncreas para de desenvolver alguns hormônios fundamentais ao organismo, como a insulina, fazendo com que haja um quadro de diabetes tipo 2.
  • AVC ( acidente vascular cerebral ) : segundo um estudo feito pelo Instituto Nacional de Saúde Pública, da Finlândia, alegou que pessoas que consomem bebidas alcoólicas além da dose recomendada pela OMS têm um risco 40% maior de derrame em comparação com as outras pessoas que nunca beberam demais.
  • Cardiomiopatia : O efeito tóxico da bebida atinge o coração e no decorrer da vida acaba dificultando a atividade de algumas enzimas nas células cardíacas, fazendo com que o músculo cardíaco fique enfraquecido e flácido. Com isso, dificulta a distribuição de sangue para o organismo e podendo desencadear outros problemas, como dificuldade para respirar, fadiga, inchaço nas pernas e nos pés e até uma parada cardíaca.