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Endometriose: Sintomas e tratamento da doença que atingiu a cantora Anitta

A doença afeta 190 milhões de mulheres no mundo e 7 milhões, somente no Brasil. Além da cantora Anitta, outras famosas como Larissa Manoela, Patrícia Poeta, Wanessa Camargo, Giovanna Ewbank, entre outras convivem com essa enfermidade

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A endometriose, é definida como uma enfermidade de origem inflamatória provocada por células do endométrio ( tecido que reveste o útero) que, em vez de serem expelidas no período menstrual, movimentam-se no sentido contrário, ou seja, para fora do útero, caem nos ovários ou na cavidade abdominal, e podem causar sangramento e dor, além de dificuldade para engravidar.

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Pode levar até 7 anos para ser diagnosticada com a enfermidade, sendo ela considerada a 2° doença ginecológica mais frequente entre as mulheres, afetando 10% a 15% delas durante a idade reprodutiva e pode aparecer já na adolescência.

Sintomas

Variam de pessoa para pessoa e podem ser assintomáticos (sem sintomas) e quando são presentes, os principais sintomas são :

  • Dor pélvica crônica e redução da fertilidade;
  • Dor durante e entre as menstruações;
  • Dor durante as relações sexuais;
  • Dor ao evacuar;
  • Dor ao urinar;
  • Dor nas pernas, costas e peito;
  • Cansaço;
  • Depressão ou ansiedade;
  • Náusea e inchaço abdominal.

Causas

A origem dessa doença não está totalmente esclarecida, porém há hipóteses de que está relacionada a vários fatores ambientais (como o estresse) e genética, pode aparece decorrente das seguintes situações :

  • Refluxo da menstruação (menstruação retrógrada): a mulher menstrua e o sangue reflui pela cavidade abdominal;
  • Presença de alterações imunológicas.

Segundo a ginecologista e obstetra Fernanda Schier de Fraga, professora da Escola de Medicina da PUC-PR :
“A inflamação na região do abdome pode levar ao estufamento local, o que é, por vezes, interpretado como aumento da circunferência abdominal”.

Tipos de endometriose

De acordo com a Juliane Dornelas, mestre e doutora em ginecologia pela UFPB (Universidade Federal da Paraíba) :  “Quando a doença está mais avançada, ela pode se infiltrar profundamente nos ovários, no intestino e até na bexiga, o que leva a sintomas mais graves, como sangramento intestinal, urinário e até obstrução intestinal”.

  • Adenomiose – invasão do músculo do útero;
  • Endometrioma – acometimento do ovário;
  • Endometriose profunda – a parte mais afetada é o intestino, bexiga e ligamentos do assoalho pélvico.

Apesar disso, a dificuldade para engravidar pode estar presente e se relaciona a alterações anatômicas decorrentes das aderências típicas da enfermidade e da inflamação que ela causa na cavidade abdominal. A boa notícia é que, em 50% a 70% dos casos, é possível engravidar espontaneamente (a chance de precisar de ajuda médica para esse fim é de 30% a 50%, especialmente nos quadros de doença avançada). Nessas situações, as opções são a reprodução assistida ou a cirurgia

Diagnóstico

Muitos especialistas afirmam que é possível fazer o diagnóstico apenas com a anamnese, porque os sintomas da endometriose são bastante característicos. Já outros profissionais acreditam que esses dados não são suficientes e que exames de imagem podem ser grandes aliados, até porque tem pacientes que são filhos adotados e não sabe o histórico familiar.

Então, nesse casos solicitam um mapeamento de endometriose, o que se faz por meio de ultrassom transvaginal especializado (não é o mesmo exame de rotina, pois tem todo um preparo para fazer antes de realizar o exame) e a ressonância magnética da pelve.

Tratamento

Ele é personalizado tem três pilares : medicamentos, mudanças no estilo de vida (atividade física e dietas) e cirurgia.

Como a endometriose é uma doença crônica, isto é, não tem cura, o objetivo do tratamento clínico medicamentoso visa controlar a sua progressão, aliviando a dor pélvica que está associada a enfermidade. A sua eficaz é considerada com taxas de sucesso de 80% e 100% de melhora, além de períodos sem ter manifestação de sintoma (por até 2 anos). Com isso, poderão ser indicados os seguintes fármacos :

  • Analgésicos;
  • Progestogênios;
  • Contraceptivos orais combinados;
  • Gestrinona;
  • Danazol;
  • Agonistas do GnRH;
  • Psicoterapia, fisioterapia e acompanhamento nutricional (dieta com abundância de alimentos anti-inflamatórios);

A Michele Panzan, especialista da Huntington Medicina Reprodutiva, clínica referência em reprodução assistida, diz que : “Vale ressaltar que o tratamento de endometriose varia de acordo com a intensidade e a intenção de engravidar. Para casais que desejam ter filhos, a cirurgia costuma ser a melhor indicação, pois tem evidências apontam melhora na fertilidade. A opção mais comum é não tratar a endometriose, mas sim utilizar algum método de reprodução assistida, como a fertilização in vitro”.