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Saúde

Atenção aos sinais que podem indicar quando uma mulher está prestes a sofrer um infarto

A preocupação dos médicos é que diferente dos homens, as mulheres nem sempre percebem os sinais de que algo está errado

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Geralmente os sintomas pode ocorrer cerca de 30 dias antes do infarto, os sintomas mais comuns são cansaço excessivo, alteração nos batimentos cardíacos, mal estar geral e sensação de falta de ar, por exemplo.

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No entanto, algumas mulheres podem estar tendo um infarto, mas confundir os sintomas com problemas menos graves, como gastrite, gases ou ansiedade.

Por isso é importante ir anualmente em uma consulta com um cardiologista, caso se ela tiver histórico de doenças cardíacas, pressão alta, colesterol alto ou infarto na família, e se por acaso ela apresentar sintomas duvidosos, é recomendável ir ao pronto socorro.

Sintomas

  • Enjoo e mal estar;
  • Cansaço excessivo sem motivos aparente;
  • Sensação de falta de ar;
  • Desconforto na garganta, como se tivesse algo preso;
  • Dor ou desconforto no queixo;
  • Batimentos cardíacos irregulares;
  • Dor no ombro;
  • Dor na região do estômago.

É importante ressaltar que estes sintomas podem surgir também sem qualquer esforço físico ou trauma emocional, podendo começar enquanto a mulher está em repouso e tranquila. Além disso, podem surgir alguns desses sintomas seja em conjunto ou separados, que podem muitas vezes ser confundidos pela mulher por situações mais simples, como por exemplo uma gripe chegando ou um problema de digestão.

Grupo de risco

São mulheres que apresentam um estilo de vida sedentário ou com o consumo excessivo de de alimentos ricos em gordura ou açúcar. Além disso, permanecer constantemente sob estresse e tomar a pílula anticoncepcional também podem aumentar o risco de ter um infarto.

Segundo a OMS ( Organização Mundial de Saúde ) as doenças cardiovasculares são responsáveis por 1/3 de todas as mortes de mulheres no mundo, sendo equivalente em torno de 8,5 milhões de óbitos por ano e mais de 23 mil por dia. Estimativas também apontam que a probabilidade da mulher morrer de infarto é 50% maior quando comparada aos homens.

De acordo com a Dra. Magaly Arrais, cirurgiã cardíaca do HCor, Hospital do Coração, em São Paulo, isso ocorre devido uma série de fatores. Um dos fatores refere-se é que as mulheres tem o calibre das artérias menores, dessa forma as placas ateromatosas tendem a fechar mais as artérias delas do que dos homens. Com isso, faz com que haja obstrução mais grave, tornando-as mais propicias a oclusões arteriais. O hormônio estrógeno, tem como função vasodilatadora, que evita o acúmulo do LDL (colesterol ruim) e facilita o HDL (colesterol bom). Porém na menopausa, período em que as mulheres estão envelhecendo são mais propensas a males cardiovasculares, porque o estrógeno vai ter uma queda progressiva e assim vai ter uma diminuição desse efeito protetor.

A preocupação dos médicos é que diferente dos homens, as mulheres nem sempre percebem os sinais de que algo está errado e um dos principais sinais de alerta está no colesterol. O colesterol bom (HDL) deve estar acima de 50 mg/dl, o colesterol mau (LDL) abaixo de 100 mg/dl e a pressão arterial não deve passar de 12 por 8.

“As mulheres se queixam mais de dores nas costas, cansaço, queimação no estômago e náusea. Esses sinais, nem sempre reconhecidos e relacionados ao coração, fazem com que as mulheres associem o mal-estar a problemas gastrointestinais ou ortopédicos, o que faz com que demorem para procurar socorro médico. É algo preocupante, pois sabemos que os indivíduos enfartados sem atendimento morrem mais”, esclarece Dra. Magaly Arrais.