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Vídeo: Imagens de bebês amarrados em banheiro de uma escola de São Paulo chocam o país

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Uma instituição de São Paulo é investigada por maus tratos e tortura de crianças. Segundo algumas professoras que trabalhavam no local, bebês eram amarrados no banheiro da Escola de Educação Infantil Colmeia Mágica, na Vila Formosa, na Zona Leste de São Paulo, para choro deles não serem ouvidos na rua, e assim a escola passar uma “boa impressão” de paz e sossego dentro do ambiente.

Segundos as professoras, a diretoria sempre afirmava que tudo isso era para passar uma boa impressão ja que,  “os choros poderiam ser ouvidos pelas pessoas que estivessem passando pela rua da escola ou pais que estivessem visitando o local”, que poderiam imaginar que as crianças estariam sendo maltratadas de alguma maneira.
Em entrevista ao Portal G1, uma professora fez o seguinte relato; “Ela mesma levava para o banheiro, até brigava com os professores, questionando o motivo que a criança que estava chorando ainda não tinha sido levada para o banheiro. Quando elas estavam chorando não podiam ficar em sala de aula, porque se alguém estivesse andando na rua e ouvisse a criança chorando ia imaginar que elas podiam estar sendo maltratadas. Ela queria dar a aparência de uma escola perfeita”.

Outra professora afirmou que quando existiam episódios de alunos chorando bastante, a própria diretora ia até a sala e repreendia o aluno, e caso ele não parasse, ela mesmo levava para o banheiro. “Ela entrava na sala e mandava a criança calar a boca, quando a criança chorava muito, ela tirava eles da sala de aula e levava até o banheiro e deixava lá trancado no escuro no bebê conforto. Quando era uma [criança] maiorzinha, ela levava para ficar sentado no chão da própria sala por horas, muitas chegavam a dormir sentados de tão cansados” disse a professora.

A professora também afirmou que além de amarrar as crianças, a professora também fechava a porta do banheiro e apagava as luzes. “Ela se irritava muito com o choro, nós não colocávamos eles no banheiro, sempre tentávamos acalmá-los na sala mesmo. Quando o choro persistia ela entrava nervosa na sala afirmando que não queria criança chorando em sala de aula, nisso ela fazia a amarração e levava a criança para o banheiro, em alguns casos ela pedia para a tia da limpeza ajudar ela”.

As donas da escola, as irmãs, Roberta Regina Rossi Serme e Fernanda Carolina Rossi Serme afirmaram por meio de nota que “a Escola de Educação Infantil Colmeia Mágica ME suspendeu as atividades temporariamente”. “Mais do que ninguém a instituição quer saber o propósito dessas acusações incabíveis, inverídicas e aterrorizantes em que foram expostas”.

Confira a nota na íntegra

“A Escola de Educação Infantil Colmeia Mágica foi surpreendida com denúncias e divulgação em vídeo de maus-tratos a bebês. Há 22 anos a instituição trabalha com educação, sempre em parceria e comunicação com as famílias. Ao longo dessa jornada, a escola formou inúmeras crianças e com muito orgulho fez incontáveis amigos. Na Escola de Educação Infantil Colmeia Mágica os nossos alunos sempre tiveram pleno desenvolvimento social e cognitivo, com toda a atenção e cuidado, prezando sempre pelo bem-estar social em um ambiente saudável e construtivo.

A escola, administrada e gerida por, ROBERTA e FERNANDA, que também são mães, compreendem a aflição dos familiares que tiveram as suas vidas e a de seus filhos expostas a essa situação que ressaltamos ser forjada para prejudicar a instituição.

A Escola de Educação Infantil Colmeia Mágica, assim que tomou ciência do vídeo, enviou um comunicado para todas as famílias. Com total transparência marcou uma reunião com os familiares a fim de esclarecer que as imagens foram feitas dentro da escola, mas em momento algum por ordem e nem aprovação ou conhecimento da direção.

Os representantes da escola foram surpreendidos e ressaltam que tratam-se de imagens feitas sem a anuência, sem consentimento e desconhecidas da pratica escolar. Na mesma reunião foi informado que essa irracionalidade de imagens feitas e divulgadas, nunca, em hipótese alguma, fez parte do dia-adia da instituição. São imagens forjadas que não condizem com a ética, confiabilidade e dedicação ao trabalho que realizam ao longo de mais de duas décadas.

Informamos, que em entrevistas concedidas à imprensa, existem pessoas desconhecidas do núcleo escolar. Além disso, pessoas ouvidas em reportagens, mães de poucos ex-alunos formados na escola, que no passado próximo possuem históricos de elogios e gratidão por parte dos serviços prestados tanto a criança como a família.

Também foi divulgada, nos meios de comunicação, a investigação arquivada sobre o falecimento de uma bebê nas dependências da escola. Esclarecemos que isso não é verídico. Sobre essa triste perda, em 2010, ressaltamos que a criança teve um mal subido em seu primeiro dia de aula, foi socorrida imediatamente para um pronto atendimento de referência da capital e infelizmente veio a falecer no hospital. À época a causa da morte foi “síndrome da morte súbita do lactente (SMSL)”, quando o bebê morre sem causa aparente, foi prestada assistência e apoio em todo momento aos familiares e cooperação nas investigações e o caso foi arquivado.

Informamos que, por medida de segurança, por seus representantes estarem recebendo ameaças de morte a todo instante, a Escola de Educação Infantil Colmeia Mágica ME suspendeu as atividades temporariamente. Como família, porque é assim que a escola estabelece a relação com seus alunos e familiares, está em colaboração total com as investigações. Mais do que ninguém a instituição quer saber o propósito dessas acusações incabíveis, inverídicas e aterrorizantes em que foram expostas.

A escola foi “condenada”, antes das averiguações policiais e das investigações cabíveis. Sem uma comprovação confiável está sendo acusada cruelmente e injustamente. A Escola de Educação Infantil Colmeia Mágica acredita, sobretudo, na justiça dos homens e fielmente na justiça de Deus. Até lá está à disposição para cooperar com todos os tramites judiciais para que seja esclarecido, na verdade absoluta, esse caso sem precedentes, que choca profundamente seus representantes, familiares e sociedade”.