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Mulher perde indenização após comemorar processo trabalhista no TikTok

Na legenda do vídeo, ela escreveu a seguinte frase: "Eu e minhas amigas indo processar a empresa tóxica"

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Já pensou em ganhar um processo trabalhista, gravar um vídeo na Rede Social TikTok para comemorar e ter a sua indenização anulada pelo tribunal por conta disso? Pois é, isso que aconteceu com a Esmeralda Mello.

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Ela trabalhava como vendedora em loja de Joias e acabou entrando com uma ação judicial pedindo o reconhecimento de vínculo empregatício de um período anterior ao que consta na carteira de trabalho, danos morais pela omissão do registro e danos morais ser humilhada em local de trabalho. Então, ela acabou ganhando o processo.

Mas, Esmeralda acabou tendo a sentença revertida depois de fazer um vídeo para o TikTok com duas amigas que foram testemunhas na ação judicial. Na legenda do vídeo, ela escreveu a seguinte frase: “Eu e minhas amigas indo processar a empresa tóxica”.

No entanto, o TRT (Tribunal Regional do Trabalho), da 2ª região, em São Paulo, acabou considerando a postagem de Esmeralda “desrespeitosa”. Além disso, o vídeo também acabou sendo uma prova de que ela e as duas testemunhas tinham uma amizade, o que não havia sido exposto ao decorrer do julgamento. Os depoimentos das mulheres, que supostamente são amigas, acabaram sendo anulados com o vínculo afetivo comprovado. 

Em nota oficial, o TRT disse que Esmeralda “tratou a instituição como pano de fundo para postagens inadequadas e publicação de dancinha em rede social”, e que o processo e a Justiça do Trabalho foram utilizados de forma indevida depois da postagem publicada. 

O jogo acabou virando, além da indenização anulada, Esmeralda e as suas testemunhas acabaram sendo condenadas por litigância de má fé, quando há conduta abusiva, desleal ou corrupta de uma das partes envolvidas em um processo, e agora terão que pagar uma multa à empresa. 

“Trata-se de uma atitude jocosa e desnecessária contra a empresa e, ainda, contra a própria Justiça do Trabalho. Demonstra, ainda, que estavam em sintonia sobre o que queriam obter, em clara demonstração de aliança, agindo de forma temerária no processo, estando devidamente configurada a má-fé”, afirmou a desembargadora-relatora do acórdão, Silvia Almeida Prado Andreoni.