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Anestesista preso será avaliado por psiquiatra forense caso defesa alegue problemas mentais

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O caso do Médico Giovanni Quintella Bezerra, que foi preso em flagrante por est*prar uma paciente quando estava fazendo uma cesárea no Hospital da Mulher, em São João de Meriti, no Rio de Janeiro, gerou uma revolta. Ele sequer se sentiu intimidado com a presença da parteira, que estava ao seu lado realizando o parto, a única coisa que separavam eles dois, era um tecido.

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O psiquiatra falou que ele pode ter uma alteração psicopatológica em que aquele ato faz parte de um delírio. O psiquiatra ainda citou uma hipótese de uma parafilia, isso é um tipo de perversão sexual em que a pessoa tem comportamento freqüente intenso sexualmente estimulante com um adulto sem consentimento.

— Só ouvindo, só atendendo essa pessoa para saber o que se passa ali. Por que eu estou falando isso? Eu posso ter um paciente com retardo mental, com déficit intelectivo, que não tem um senso crítico e que, por um impulso, acha que tem o direito de cometer um ato, ou mesmo não faz nenhuma crítica em abordar uma pessoa, uma mulher e ter um ato sexual — explica Marcos Argolo, psiquiatra e técnico pericial do Ministério Público do Rio.

Tudo isso são hipóteses. Para ter uma certeza, apenas fazendo o atendimento. Em cima desses casos citados acima, o advogado, tem direito de alegar um transtorno mental, e aí entra a possibilidade da inimputabilidade, porque ele acaba cometendo um crime por conta de um delírio, explicou o psiquiatra.

O diagnóstico psiquiátrico do acusado é feito por uma perícia que vai constatar se fato existe algum problema ou não. O acusado vão ser avaliado por um psiquiatra forense. No Rio de Janeiro, esse trabalho ocorre lá no Heitor Carrilho, Instituto de Perícias. Eles vão diagnosticar se há um transtorno mental ou não, e se tem alguma envolvido com o crime. Caso o resultado dê  positivo, o advogado do autor do crime vai alegar transtorno mental e ele vai ser considerado inimputável, ou seja, é absolvido e submetido a tratamento ambulatorial ou encaminhado a algum hospital de custódia.