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Médicos destacam papel da espiritualidade para tratar doenças mentais

rabalhos científicos divulgados ao longo das últimas décadas destacam a importância da abordagem e integração da R/E na avaliação, diagnóstico e tratamento de doenças mentais.

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Alguns trabalhos científicos que foram divulgados ao longo das últimas décadas, entre os quais estão o estudo Position Statement, do psiquiatra brasileiro Alexander Moreira-Almeida, que foi publicado em 2016 pela Associação Mundial de Psiquiatria (WPA) na revista World Psychiatry, destacam também a importância da abordagem e integração da R/E na avaliação, no diagnóstico e no tratamento de doenças mentais.

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Moreira-Almeida disse: “Sabemos que a maioria da humanidade tem religiosidade, tem espiritualidade, e que isso impacta a saúde, melhorando quadros depressivos ou evitando que aconteçam, diminuindo comportamento suicida, uso e abuso de substâncias e melhorando qualidade de vida e bem-estar também”, afirmou o especialista, que também é o vice-coordenador da Comissão de Estudos e Pesquisa em Espiritualidade e Saúde Mental da ABP.

Na Universidade de Harvard, um estudo recente também mostrou claramente a grande importância da religiosidade: “E nós, como profissionais, precisamos estar capacitados para conversar, centrados no paciente e no que ele traz de crença. Precisamos aprender como trazer isso para a nossa prática clínica, sem precisar escolher entre o tratamento convencional e religiosidade, mas abordar junto com outros fatores importantes na vida da pessoa”, explicou.

O que a WPA e a ABP também defendem muito é uma abordagem biopsicosocioespiritual, que enxergue todas as dimensões do ser humano. “Na verdade, eu escolho o meu paciente. E, nesse paciente, vou lidar com o aspecto biológico, físico, vou saber usar a medicação, a atividade física, o uso de drogas. No aspecto psíquico, como ele está vendo o mundo, a si mesmo, suas dificuldades. No aspecto social, o ambiente onde ele convive, buscar situações mais produtivas. E, por fim, a sua própria espiritualidade, em conjunto com tudo isso”, explicou o psiquiatra.

A grande ideia dos especialistas é sempre incentivar que o paciente sempre frequente um grupo de sua religião, tenha uma prática regular diária de oração, de meditação e que também reflita sobre os problemas do mundo a partir também de sua perspectiva espiritual. “Vou usar a capacidade de recuperação e correção de equívocos, arrependimentos pesados que aconteceram no passado, autoperdão, superação. Tudo isso pode ser usado de modo saudável, visando à recuperação do paciente. Isso tem crescido cada vez mais nas áreas de medicina”, disse o psiquiatra.

O atual presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antonio Geraldo da Silva, também disse que vários estudos recentes confirmam a grande relevância da abordagem sobre a religiosidade e a espiritualidade no tratamento de diversos transtornos mentais: “Trata-se de tema de grande prevalência na população geral. A maior parte dos pacientes demonstra vontade de abordá-lo nos atendimentos em saúde, e dados consistentes reforçam um fator geral predominante protetor da R/E dos pacientes para saúde mental, particularmente nos transtornos depressivos, de humor, transtornos por uso de substâncias e na prevenção ao suicídio”, indicou Silva.

Redação

34 anos e cursando jornalismo em SP, já trabalho com notícias por aproximadamente 10 anos. Aqui cubro todas as notícias sobre o transito, capitais do país, reality shows e diversos assuntos diferentes. Email: [email protected]