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Ex-candidato a Deputado é investigado por acusações de abuso… “você tem que ser minha!”

Wellington Capistrano Nobre de 58 anos, empresário e ex-candidato a deputado distrital está sendo investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) pelas acusações de estupro, violência contra a mulher e importunação sexual. De acordo com apuraçãoa vítima que não teve nome divulgado, teria iniciado trabalho no Encontro Lounge Bar, na Asa Sul, em fevereiro deste ano, estabelecimento dirigido pelo acusado e de propriedade do mesmo. Ela teria começado a passar por assédios constantes, realizados por Wellington.

No dia 4 de fevereiro deste ano, a funcionária assediada foi ao mercado na companhia de Capistrano para fazer compras de materiais para o bar. Na oportunidade, ele lhe disse que seria necessário passar em casa para deixar um desodorante para a esposa. A mulher não desconfiou de coisa alguma, já que conhecia a mulher do acusado. Chegando no apartamento no qual morava Capistrano, na Asa Sul, ela ficou surpreendida ao constatar que a esposa do chefe não estava no local. Após entrarem, o acusado teria trancado a porta e puxado o cabelo da vítima, levando-a para a cama, tirando suas roupas e posicionando-a de quatro.

“Eu falei com você que eu ia te comer, eu vou te comer, você não precisa querer, você tem que me dar, você tem que ser minha!”, teria gritado Wellington, dominando a vítima.

Ele teria conseguido penetrar na jovem, iniciando o estupro. A funcionária conseguiu soltar-se. No entanto, quando estava descendo as escadas do prédio em desespero e choro, o empresário conseguiu a alcançou e, com uma arma de fogo na mão, ameaçou obrigando que a moça subisse para “chupá-lo”. Temendo pela própria vida perante situação, ela o obedeceu.

Em declaração, a vítima relatou ter feito o ato oral chorando. Tentou atendimento na Rodoviária no mesmo dia, sem nenhum retorno. Preferiu não registrar boletim de ocorrência naquela hora, devido o medo de perder o seu emprego e precisava do dinheiro para se sustentar. Conforme investigação, outras ex-funcionárias do Encontro Lounge Bar também sofreram assédio no ambiente de trabalho.

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“Ele me pediu para ajudar montar o cardápio. Quando terminou, todos saíram e ele pediu que eu ficasse, foi então que ele desligou a câmera e tentou me beijar”.                                                                                                                           “Em outro dia, pediu que eu levasse umas garrafas ao depósito. Desci já assustada, porque ele veio atrás e não tinha ninguém lá! Ele me segurou contra a parede e me agarrou. Depois disso, ficou me infernizando, querendo saber a localização da minha casa, querendo saber detalhes da minha vida pessoal.” disse uma das jovens.

Na Justiça, a vítima conseguiu uma medida preventiva que o proíbe Wellington de se aproximar da moça, familiares da mesma e de testemunhas ou tentar qualquer outra forma de contato. O acusado chegou a cumprir pena de quatro meses de prisão em regime fechado por homicídio culposo, porém, foi absolvido pela Terceira Vara Criminal de Taguatinga, entre outros 18 inquéritos abertos contra o mesmo. Quanto à investigação sobre os crimes sexuais, ele afirma que se trata de uma “mentira muito grande”.

“Eu acredito na Justiça e a verdade virá à tona. Me acusaram até de andar armado, e eu não ando armado há mais de 15 anos”, declarou o ex-candidato a distrital, salientando que não falaria mais, por orientação do seu advogado.