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Velório de juíza morta pelo ex-marido é marcado por comoção e ausência das filhas

O caso de feminicídio da juíza do Rio de Janeiro, Viviane Vieira do Amaral Arronenzi de 45 anos abalou o Brasil na véspera de Natal. Ela teve sua vida tirada pelo ex-marido. Ele cometeu esta atrocidade na frente das 3 filhas pequenas, duas delas com 7 anos e a outra com 9 anos de idade.

O homem, Paulo Arronenzi de 52 anos, foi preso em flagrante por guardas municipais que estavam nas proximidades e não resistiu à prisão. Neste sábado, a cerimônia de cremação da juíza foi marcada por comoção e revolta. Ela foi cremada no Cemitério da Penitência, Caju, Zona Norte do Rio. A cerimônia teve a presença de familiares e amigos próximos.

Além disso, a ausência das filhas da magistrada foi notada na cerimônia, porém é completamente compreensivo a ausência das filhas já que elas devem estar profundamente abaladas. As três filhas pequenas presenciaram todo o ataque do pai contra a mãe delas. O momento foi captado em uma filmagem e o desespero das meninas é de cortar o coração.

Instituições como Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), Supremo Tribunal Federal (STF), Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Associação dos Magistrados do Estado do Rio (Amaerj) e Associação dos Magistrados do Brasileiros (AMB) enviaram coroas de flores ao cerimonial.

“Ela era uma magistrada bastante atuante e muito respeitada pelo nosso tribunal. Uma profissional exemplar e muito discreta”, recordou Renata, que veio de Brasília para o cerimonial. Renata atua diretamente no combate à violência a mulher e comentou sobre a dificuldade de lidar com o caso de uma colega próxima: “”Quando isso acontece dentro da nossa casa, a gente fica absolutamente sem chão. Nós tivemos que ser fortes para dar aporte a família.”

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As filhas da magistrada estão sob cuidados da tia materna. Segunda a Amaerj, “A guarda[das crianças] foi deferida ontem pelo plantão de Niterói para a avó e nós prestaremos todo apoio emocional, além disso, apoio jurídico também. Nós colocaremos a disposição da família o advogado da Amaerj para atuar como assistente de acusação.”

Fonte:odia