Talude barão de cocais
(Foto/Reprodução: TV Globo)

Os moradores da cidade de Barão de Cocais, na região central de Minas Gerais, vivem um verdadeiro pesadelo nos últimos 4 meses.
Após a Vale classificar a barragem para o nível 3 de periculosidade, o nível mais critico, moradores não sabem como irão lidar com o próprio futuro no lugar.

Segundo a Agencia Nacional de Mineração (ANM), o Talude da mina de Congo Soco já se move em cerca de 7 a 10 cm por dia, um aumento de 2 a 5 cm a mais do que nos últimos dias. A nova previsão para que o talude venha a se romper é de até no próximo Sábado, dia 25 de maio.
As atividades da mina estão suspensas desde o último dia 17 de maio, quando foi informado a gravidade do Problema.

Os efeitos da queda Brusca do Talude

A grande duvida e motivo de medo dos moradores de Barão de Cocais, é se o talude vai se romper bruscamente ou se ele irá cair lentamente no decorrer dos dias, a segunda possibilidade é a melhor e também a esperada por todos.

Caso o talude se rompa bruscamente, existe uma possibilidade do tremor afetar a barragem de rejeitos Sul Superior que fica a 2km do local. Caso essa barragem sofra com o impacto e se rompa, coloca em risco a vida de cerca de 6 mil moradores da cidade mineira.
Segundo especialistas, o risco da barragem de rejeitos se romper, é pequena, de 10 a 15%, mas existe.

Medidas que estão sendo tomadas pela VALE

A Vale já toma algumas medidas desde algumas semanas atrás. A principal delas, é a retira de cerca de 400 famílias para uma área denomina ” área de autossalvamento”, um local organizado pela VALE para abrigar moradores de regiões de maior risco, onde o resgate não chegaria a tempo.

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Outra medida tomada pela empresa foi a interdição da rodovia que liga Belo Horizonte a cidade de Vitória, no estado do Espirito Santo. Além de simulados de emergência juntamente com a Defesa Civil da cidade, para quando o alarme tocar, os moradores conseguirem chegar a tempo nos pontos de evacuação.

A tristeza e o desespero dos moradores de Barão de Cocais

O clima na cidade é de total tristeza. Moradores relatam não conseguirem dormir desde fevereiro até agora. Depois da notícia de rompimento eminente, alguns moradores já relatam o desespero de deixar tudo para trás e a dificuldade futura de tentar reaver os seus bens que podem ser perdidos no desastre.

Alguns moradores que necessitam de cuidados especiais sofrem com a dificuldade de chegar até os pontos de emergência marcados pela Defesa Civil. A recomendação é que os responsáveis por essas pessoas levem elas para um local seguro ou locais próximos aos pontos marcados.